Escola 36


Arquitectura José Adrião Arquitectos
Arquitectura Paisagista HAHA Arquitectura Paisagista / Maria Teles Arquitecta Paisagista
Estabilidade ARA - Alves Rodrigues Associados
Especialidades Pensamento Sustentável

Local Lisboa, Portugal
Data 2015


A Escola Básica nº 36 foi projetada em 1972, a sua construção iniciada em 1974, interrompida em 1975 e retomada em 1982, tendo sido inaugurada em 1984. O projeto foi assinado pelo arquiteto Fernando Gomes da Silva, sendo no entanto o seu autor o arquiteto Raul Ceregeiro. Localiza-se nos Olivais em Lisboa e encontra-se implantada numa vertente virada a nascente, organizada em 4 patamares, sendo que o patamar inferior não está actualmente em uso.

O projecto de requalificação dos espaços exteriores da escola pretende exponenciar as qualidades inatas do recreio actual, respeitando os princípios que presidiram à sua concepção original, aumentando simultaneamente as possibilidades de vivência do espaço.

Com estes princípios em mente, mantiveram-se os anfiteatros originais e vocacionou-se cada um dos patamares existentes a vários tipos de ocupação: O primeiro patamar alojará um campo de jogos e equipamentos lúdicos; o 2º patamar manter-se-á com maior área de pavimento duro livre de obstáculos; o 3ª patamar manterá a preponderância do anfiteatro dedicado a atuações e ao jogo regrado, e na área associada ao jardim infantil, na fachada Este do edifício, estão previstos equipamentos adaptados à faixa etária.
A proposta prevê ainda a devolução do 4º patamar à área de recreio escolar, albergando a horta e uma pista de atletismo.

Concebeu-se uma estrutura espacial que permite, em cada um dos patamares, a presença de diversas texturas entre pavimentos mais sólidos, desagraveis, zonas de revestimento mais maleável (estilha de pinho) e áreas de terreno natural descoberto que permitirão um maior contacto das crianças com os ciclos da terra. A vegetação também terá um papel preponderante no que se refere à presença de diferentes texturas e ao contacto mais próximo com a Natureza. A sua rusticidade remeterá para o coberto vegetal presente em meios mais naturalizados do país, sendo possível a criação de associações, ativando a sua memória. Adicionalmente, estas apresentam pequenos apontamentos de cor que se alternam consoante a época de floração e de frutificação.
http://haha.pt/files/gimgs/th-15_1505_4.jpg
http://haha.pt/files/gimgs/th-15_1505_3.jpg
http://haha.pt/files/gimgs/th-15_1505_2.jpg
http://haha.pt/files/gimgs/th-15_1505_5.jpg
http://haha.pt/files/gimgs/th-15_1505_1.png